Para ler e meditar

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  • Uns condenam a educação moderna, saudosos dos tempos em que as crianças obedeciam aos pais pelo olhar e tremiam diante do mestre. Outros aprovam a nova educação sem a conhecer e fazem do seu princípio de liberdade uma forma de abandono. Não há liberdade irrestrita, pois a liberdade só pode existir dentro das condições necessárias. Um home solto no espaço, livre até mesmo da gravitação, não pode fazer coisa alguma e perecerá na desolação. Para que ele tenha liberdade é preciso que esteja condicionado pelo meio físico, pisando a terra e aspirando o ar, condicionado pelo corpo e pelo meio familiar e social, e assim por diante.

    A educação antiga era uma forma de domesticação. As crianças eram tratadas como animais. A educação moderna, a partir de Rousseau, é uma forma de compreensão. O seu princípio básico não é a liberdade, mas a compreensão da criança como um ser em desenvolvimento. O seu objetivo não é o abandono da criança a si mesma e sim o cultivo paciente da criança, para que possa crescer sadia no corpo e no espírito. Os maus juízos sobre a nove educação provêm do seu desconhecimento pelos pais e pelos mestres, muitos dos quais não possuem aptidão para educar.

    Para os órfãos, o trecho

     

    Irmão Saulo ,Na era do Espírito.

     Francisco Cândido Xavier – HerculanoPires.

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Quando minha irmã e eu tínhamos cerca de sete e nove anos, respectivamente, alcançamos as notas mais altas de nossa classe, na escola. Assim, decidimos que, em matéria de "cérebros", nossa família estava muito acima da média. E não perdemos tempo para fazer os nossos companheiros de brinquedos cientes disso.

De certa feita, ao ouvir nossas jactâncias, papai chamou-nos. Ele havia enchido uma bola de assopro até o tamanho de uma cabeça humana. E, muito sério, disse-nos:

- Este aqui é o João.

Então começou a contar-nos a história da vida do João, a qual veio a ser uma sucessão de feitos extraordinários.

E, cada vez que João fazia uma coisa magnífica, nosso pai soprava um pouco mais de ar dentro do balão. Como a história progredia, João ia crescendo a tais proporções que minha irmã e eu fomos, de pouco em pouco, recuando de junto dele, pressentindo o estouro.

De repente, bem no ponto em que João parecia não suportar mais nada, a história terminou.

- Não é muito divertido estar muito perto do João, não é verdade? perguntou papai. Está tão cheio de si e tem uma cabeça tão grande... isso é que ter cérebro, vocês não acham? Mudando um pouco de assunto, por que os seus companheiros de brinquedos não têm aparecido mais?

- Não sabemos! foi nossa resposta

- Da mesma maneira que vocês se afastaram do João, os seus amigos se afastaram de vocês. Vocês estavam tão orgulhosos e tinham uma cabeça tão grande que eles temeram o momento do estouro, o que seria sobremaneira desagradável...

E, até hoje, quando fazemos alguma coisa particularmente envaidecedora, a lembrança do João nos preserva de ficarmos com a "cabeça grande" e nos considerarmos os "cérebros".

DA OBRA "E, PARA O RESTO DA VIDA ..." DE WALLACE LEAL V. RODRIGUES