Para ler e meditar

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  • Uns condenam a educação moderna, saudosos dos tempos em que as crianças obedeciam aos pais pelo olhar e tremiam diante do mestre. Outros aprovam a nova educação sem a conhecer e fazem do seu princípio de liberdade uma forma de abandono. Não há liberdade irrestrita, pois a liberdade só pode existir dentro das condições necessárias. Um home solto no espaço, livre até mesmo da gravitação, não pode fazer coisa alguma e perecerá na desolação. Para que ele tenha liberdade é preciso que esteja condicionado pelo meio físico, pisando a terra e aspirando o ar, condicionado pelo corpo e pelo meio familiar e social, e assim por diante.

    A educação antiga era uma forma de domesticação. As crianças eram tratadas como animais. A educação moderna, a partir de Rousseau, é uma forma de compreensão. O seu princípio básico não é a liberdade, mas a compreensão da criança como um ser em desenvolvimento. O seu objetivo não é o abandono da criança a si mesma e sim o cultivo paciente da criança, para que possa crescer sadia no corpo e no espírito. Os maus juízos sobre a nove educação provêm do seu desconhecimento pelos pais e pelos mestres, muitos dos quais não possuem aptidão para educar.

    Para os órfãos, o trecho

     

    Irmão Saulo ,Na era do Espírito.

     Francisco Cândido Xavier – HerculanoPires.

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Se queres tranqüilidade,

Bem estar, humor de escol,

Não deixes de ponderar

No esforço da luz do sol.

Contra os males do caminho,

Contra a doença e a tristeza,

Convém a observação

Das forças da Natureza.

Esse sol bondoso e franco,

Que brilha através do abismo,

É bem a fonte amorosa

Do trabalho e do otimismo.

Não vacila em seus deveres,

Tudo chama ao seu calor,

Derrama por toda a parte

Os raios de vivo amor.

Há ruínas entre os homens,

Guerra e sombra entre os ateus

Acima de tudo, entende

O bem do serviço a Deus.

Milênios sobre milênios

E amando os lares e os ninhos,

Vem o sol diariamente

dar vida nova aos caminhos.

Jamais se desesperou

Ante os pântanos do caos,

Abraçando o mundo inteiro,

Ilumina bons e maus.

Aquecendo a casa nobre

Da metrópole mais bela,

Não esquece a folha tenra

Que surge pobre e singela.

Brilha em tudo para todos,

Sem privilégio a ninguém,

Encontrando o homem do mal,

Só sabe fazer-lhe o bem.

*

Esse sol amigo e farto,

Que revigora e ilumina,

Retrata em toda expressão

A Providência Divina.

(Francisco Cândido Xavier por Casimiro Cunha. in: Cartilha da Natureza)