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  • Uns condenam a educação moderna, saudosos dos tempos em que as crianças obedeciam aos pais pelo olhar e tremiam diante do mestre. Outros aprovam a nova educação sem a conhecer e fazem do seu princípio de liberdade uma forma de abandono. Não há liberdade irrestrita, pois a liberdade só pode existir dentro das condições necessárias. Um home solto no espaço, livre até mesmo da gravitação, não pode fazer coisa alguma e perecerá na desolação. Para que ele tenha liberdade é preciso que esteja condicionado pelo meio físico, pisando a terra e aspirando o ar, condicionado pelo corpo e pelo meio familiar e social, e assim por diante.

    A educação antiga era uma forma de domesticação. As crianças eram tratadas como animais. A educação moderna, a partir de Rousseau, é uma forma de compreensão. O seu princípio básico não é a liberdade, mas a compreensão da criança como um ser em desenvolvimento. O seu objetivo não é o abandono da criança a si mesma e sim o cultivo paciente da criança, para que possa crescer sadia no corpo e no espírito. Os maus juízos sobre a nove educação provêm do seu desconhecimento pelos pais e pelos mestres, muitos dos quais não possuem aptidão para educar.

    Para os órfãos, o trecho

     

    Irmão Saulo ,Na era do Espírito.

     Francisco Cândido Xavier – HerculanoPires.

Coragem de ser Feliz PDF Imprimir E-mail

 

        

          Vive-se, desde há algum tempo, a grande transição por que vêm passando o planeta e a sociedade que o habita.

         Repentinamente grandes mudanças operam-se em torno dos valores ético-morais, dos comportamentos sociais e dos relacionamentos humanos, de alguma forma gerando graves transtornos individuais e coletivos, em face do agravamento da ansiedade e da culpa que se vêm instalando nos indivíduos.

         A liberação sexual, a igualdade dos direitos da mulher, leis mais justas em torno dos direitos humanos, respeito à fauna e à flora, mais possibilidades de encontrar a própria identidade, passaram a ser realidades, nas últimas décadas do século passado e no amanhecer deste novo milênio.

         Nada obstante, açodados pelas paixões predominantes em a sua natureza animal, os indivíduos tombaram em maior volume de agressividade e de despautério, vitimados pela alucinação do prazer em total desrespeito à constituição orgânica e aos impositivos da evolução moral.

         Regimes totalitários foram derrubados e sofrem os últimos estertores agônicos, enquanto outros ergueram-se em algazarra de falso triunfo, no mesmo momento em que a fome e as epidemias devoram milhões de vidas inermes, ensejando que o sofrimento estiole os corações.

         Adaptações geológicas vêm ocorrendo, produzindo terríveis cataclismos, enquanto o progressivo aquecimento do planeta e a poluição desmedida do ar, das reservas de água, ameaçam de extinção a diversidade de expressões de vida, inclusive a humana...

         Sucede que o veloz desenvolvimento científico e tecnológico não tem sido acompanhado por igual crescimento de natureza moral, atormentando aqueles mesmos que o promovem, e que, para enfrentarem os volumosos desafios disso decorrentes, robotizam-se, perdendo a identidade, fugindo para o desespero ou para a exorbitância dos prazeres, como mecanismos de neutralização da consciência ante os torpes acontecimentos.

         Esses fenômenos, no entanto, fazem parte do processo da transformação que se opera na Terra, trabalhando as condições definidoras do futuro, quando a dor deixará de ser o instrumento hábil para o despertamento das responsabilidades morais e sociais dos Espíritos, convidando-os às reflexões de amor e de auxílio mútuo entre todos.

         Simultaneamente, os transtornos de conduta e as obsessões campeiam em desvario ceifando vidas, ou, pelo menos, desarmonizando mentes e sentimentos que são alcançados sem o necessário suporte de forças para a superação que se impõe.

         Sem dúvida, são muitas as glórias do engenho do pensamento através das conquistas logradas, alterando completamente a paisagem terrestre, ao tempo em que, também, são incontáveis os desassossegos que irrompem em toda parte, gerando sofrimento e pânico em progressão imprevisível.

         ...E o ser humano, que poderia encontrar-se feliz ante as realizações valiosas que lhe assinalam estes dias de deslumbramento da inteligência e de ambições emocionais, peregrina triste, quase sucumbido ante o peso das inquietações que o assolam.

         A alegria vem-se transformando em algazarra e o sorriso em esgar, quando não em máscara elaborada para ocultar os inquietantes estados íntimos.

         A coragem de lutar e de superar os impositivos decorrentes do despreparo para enfrentar os males que se tem causado diminui, na razão direta em que o consumo de álcool, de drogas, as fugas espetaculares de todo porte aumentam vertiginosamente, numa voragem assustadora.        

         É imprescindível, porém, deter-te na desorganizada correria para o nada, em reflexão a respeito da coragem.

         Coragem não é somente a intempestiva reação do desespero, que se anota como de alto valor físico ou moral, mas é a capacidade de enfrentar situações calamitosas e assustadoras, sem desânimo, apesar desse mesmo desespero.

         A coragem física, nos padrões convencionais, resultado de anteriores conflitos do lar, de medos ocultos, de agressões sofridas na infância, muitas vezes não passa de arrogância que intimida e recebe aplauso da insensatez.

         A verdadeira coragem moral deve predominar no comportamento, convidando ao equilíbrio e à alegria de viver.

         O exibicionismo, que passa como vitória, e a prepotência que ameaça, na maioria das vezes, são necessidades de valorização do ego com enormes prejuízos para o si-mesmo. Enquanto que a coragem moral é o desafio para a consideração positiva e a ação dignificadora dos acontecimentos em torno dos valores éticos e espirituais que os caracterizam.

         Dessa forma, é necessário que tenhas coragem de reconhecer os teus limites, deficiências e dificuldades de maneira honorável. Nenhuma postura extravagante de autocomiseração, nem a audácia presunçosa de que és irretocável.

         A coragem vem sempre associada à humildade que faculta a perfeita identificação do indivíduo com os seus valores reais, em face do autoconhecimento de que se tornou possuidor.

         Assim sendo, supera o medo da vida, isto é, o receio dos conflitos, das necessárias provações que fortalecem o caráter e desenvolvem os sentimentos, aprimorando o Espírito, assim como o da morte, que se denominou como a perda da identidade, a submissão aos afetos, a dependência de outrem...

         Quem aprendeu a ser livre não se encarcera facilmente, tampouco aprisiona outrem, estando em condições de arrostar conseqüências, sejam quais forem, pelas decisões tomadas em clima de tranqüilidade.

         Torna-se, portanto, urgente neste momento de crises existências e de descalabros morais, que te imponhas uma cuidadosa auto-análise a respeito do comportamento que te permites, desenvolvendo a coragem de amar, de lutar por ideais de engrandecimento pessoal e social, encontrando alegria de viver e de desenvolver as aptidões divinas em ti adormecidas.

         Esquece a queixa pessimista e as acusações indébitas, fazendo o melhor ao teu alcance, a fim de que alguém seja mais feliz e, por efeito, o mundo se apresente menos enfermo e agressivo.

         Desenvolve a criatividade construtiva, oferecendo algo a mais, além daquilo a que te comprometeste, tornado mais belos os teus dias e mais agradáveis os teus relacionamentos.

         Sabendo das grandes dificuldades existentes, reveste-te de compaixão pelo teu irmão e ajuda-o com a tua oferta de alegria e de paz, a fim de que ele encontre motivações para ser feliz.

 

Iluminação Interior

Joanna de Ângelis

Divaldo Pereira Franco