Para ler e meditar

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  • Uns condenam a educação moderna, saudosos dos tempos em que as crianças obedeciam aos pais pelo olhar e tremiam diante do mestre. Outros aprovam a nova educação sem a conhecer e fazem do seu princípio de liberdade uma forma de abandono. Não há liberdade irrestrita, pois a liberdade só pode existir dentro das condições necessárias. Um home solto no espaço, livre até mesmo da gravitação, não pode fazer coisa alguma e perecerá na desolação. Para que ele tenha liberdade é preciso que esteja condicionado pelo meio físico, pisando a terra e aspirando o ar, condicionado pelo corpo e pelo meio familiar e social, e assim por diante.

    A educação antiga era uma forma de domesticação. As crianças eram tratadas como animais. A educação moderna, a partir de Rousseau, é uma forma de compreensão. O seu princípio básico não é a liberdade, mas a compreensão da criança como um ser em desenvolvimento. O seu objetivo não é o abandono da criança a si mesma e sim o cultivo paciente da criança, para que possa crescer sadia no corpo e no espírito. Os maus juízos sobre a nove educação provêm do seu desconhecimento pelos pais e pelos mestres, muitos dos quais não possuem aptidão para educar.

    Para os órfãos, o trecho

     

    Irmão Saulo ,Na era do Espírito.

     Francisco Cândido Xavier – HerculanoPires.

Instruções Psicofônicas PDF Imprimir E-mail

      Na fase terminal da nossa reunião, na noite de 16 de setembro de 1954, os recursos psicofônicos do médium foram ocupados pelo nosso amigo Queiroz, que foi abnegado médico em Belo Horizonte e cuja personalidade não podemos identificar, de todo, por motivos justos.

      Conhecemo-lo pessoalmente.

      Homem probo e digno, fizera da Medicina verdadeiro sacerdócio. Dedicava-se aos clientes e partilhava-lhes as dificuldades e sofrimentos, qual se lhe fossem irmãos na ordem familiar.

      Apenas 28 dias depois de desencarnado, com o amparo de Amigos Espirituais viera pela primeira vez ao nosso Grupo. Parecia despertar de longo sono e sentia-se ainda no corpo de carne. Reconhecia-se consciencialmente, mas julgava-se ainda em estado comatoso e, por isso, orava com encantadora fé e em voz alta pelos enfermos que lhe recebiam cuidados, confiando-os a Deus. Passando a conversar conosco e assistido magneticamente pelos Benfeitores Espirituais de nosso templo, despertou para a verdade em comovente transporte de alegria.

      Lembramo-nos, perfeitamente, de ouvi-lo dizer, tão logo se observou redivivo:

      - "Então, a morte é Isto? uma porta que se fecha ao passado e outra que se abre ao futuro?"

      Passou, de imediato, a ver junto de si antigos clientes desencarnados que lhe vinham demonstrar gratidão e, com inesquecíveis expressões de amor a Jesus, despediu-se, contente, deixando-nos agradecidos e emocionados.

      Voltando ao nosso círculo de ação, felicitou-nos com a presente mensagem que bem lhe caracteriza o elevado grau de entendimento evangélico.

 

Sou daqueles que precisaram morrer para enxergar com mais segurança.

A experiência terrestre é comparável a espessa cor­tina de sombra, restringindo-nos a visão.

E, em mim, o dever do médico eclipsava a liberdade do homem, limitando observações e digressões.

Contudo, vivi no meu círculo de trabalho com bas­tante discernimento para identificar os profundos anta­gonismos de nossa época.

Insulado nas reflexões dos derradeiros dias no corpo, anotava as vicissitudes e conflitos do espírito humano, entre avançadas conquistas científico-sociais e os impo­sitivos da própria recuperação.

Empavesado na hiperestrutura da inteligência, nosso século sofre aflitiva sede de valores morais para não des­cer a extremos desequilíbrios, e a existência do homem de hoje assemelha-se a luxuoso transatlântico, navegan­do sem bússola.

Por toda parte, a fome de lucros ilusórios, a indús­tria do prazer, a desgovernada ambição, o apetite insa­ciável de emoções inferiores e a fuga da responsabilida­de exibem tristes espetáculos de perturbação, obrigan­do-nos a reconhecer a necessitade de fé renovadora para o cérebro das elites e para o coração das massas sem rumo.

Daqui, portanto, é fácil para nós confirmar agora que o mundo moderno está doente.

E o clínico menos atilado perceberá sem esforço que o diagnóstico deve ser interpretado como sendo carên­cia de Deus no pensamento da Humanidade, estabele­cendo crises de caráter e confiança.

Apagando o personalismo que eu trouxe da Terra, descobri, estudando em vossa companhia, que somente o Cristo é o médico adequado à cura do grande enfermo e que só o Espiritismo, revivendo-lhe as lições divinas, é-lhe a medicação providencial.

Segundo vedes, sou apenas modesto aprendiz da grande transformação. Entretanto, quanto mais se me consolidam as energias, mais vivo é o meu deslumbra­mento, diante da verdade.

A luz que o Senhor vos deu e que destes a mim alterou-me visceralmente a feição pessoal.

Sou, presentemente, um médico tentando curar a si mesmo.

Minhas aquisições culturais estão reduzidas a cha­ma bruxuleante que me compete reavivar.

Meus préstimos, por agora, são nulos.

Mas, revive-se-me a esperança e, abraçando-vos, re­conhecido, entrego-me ao trabalho do recomeço...

Glória ao Senhor que nos ilumina o caminho espi­ritual!

É assim, reanimado e fortalecido, que aceito, agora, o serviço e a solidariedade sob novo prisma, rogando a Jesus nos abençoe e caminhando convosco na antevisão do glorioso futuro.

 

Queiroz

INSTRUÇÕES PSICOFÔNICAS

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

DITADO POR DIVERSOS ESPÍRITOS

                                                                                             "Mensagem 28"