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  • Uns condenam a educação moderna, saudosos dos tempos em que as crianças obedeciam aos pais pelo olhar e tremiam diante do mestre. Outros aprovam a nova educação sem a conhecer e fazem do seu princípio de liberdade uma forma de abandono. Não há liberdade irrestrita, pois a liberdade só pode existir dentro das condições necessárias. Um home solto no espaço, livre até mesmo da gravitação, não pode fazer coisa alguma e perecerá na desolação. Para que ele tenha liberdade é preciso que esteja condicionado pelo meio físico, pisando a terra e aspirando o ar, condicionado pelo corpo e pelo meio familiar e social, e assim por diante.

    A educação antiga era uma forma de domesticação. As crianças eram tratadas como animais. A educação moderna, a partir de Rousseau, é uma forma de compreensão. O seu princípio básico não é a liberdade, mas a compreensão da criança como um ser em desenvolvimento. O seu objetivo não é o abandono da criança a si mesma e sim o cultivo paciente da criança, para que possa crescer sadia no corpo e no espírito. Os maus juízos sobre a nove educação provêm do seu desconhecimento pelos pais e pelos mestres, muitos dos quais não possuem aptidão para educar.

    Para os órfãos, o trecho

     

    Irmão Saulo ,Na era do Espírito.

     Francisco Cândido Xavier – HerculanoPires.

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Momento Espírita

Casa dividida

 

Foi Jesus que lecionou: Todo reino dividido entre si mesmo será assolado, e casa cairá sobre casa.

Todo reino dividido contra si mesmo é devastado.

Toda cidade ou casa divididas contra si mesmas não subsistirá.

Se olharmos a história da Humanidade, vamos encontrar registros de vários exemplos.

Lembramos do reino judaico que, após a morte do rei Salomão, por volta do ano 926 a.C., entrou em colapso e foi dividido em dois.

Enfraquecidos, os judeus foram destruídos e dominados por outros povos.

Se recordarmos do império romano, vamos verificar que chegou a dominar o mundo.

Roma era o centro do poder. Os romanos iniciaram sua História sob a monarquia, experienciaram a república e, novamente, o regime monárquico.

Quando o imperador Constantino se converteu ao Cristianismo, graças à visão que teve, antes da batalha da ponte Mílvio, onde alcançou o poder, resolveu mudar a capital de Roma para Bizâncio.

Muitos motivos se somaram para essa tomada de atitude. O mais especial foi a questão religiosa.

Constantino desejava uma nova cidade imperial predominantemente cristã. Bizâncio ou Constantinopla era a nova Roma.

A capital foi embelezada, cresceu, tornando-se uma das mais importantes e ricas cidades da Europa, na Idade Média.

Também o centro econômico e intelectual do mundo romano e bizantino, até sua tomada, pelos turcos, em 1453.

No entanto, ao morrer o imperador Constantino, em 337, o império romano se dividiu.

Inicialmente em três e, depois, em dois. O declínio foi a consequência natural.

Outros exemplos mais de reinos e nações divididas por lutas internas poderiam ser citados.

Mas, desejamos recordar da atenção que se faz devida às lutas que surgem no âmbito da família.

Nessa pequena e complexa nação, vemos irmãos que se antagonizam. Ou pais e filhos que entram em clima de rivalidade.

Também avós, tios, primos que se desentendem, criando rupturas familiares.

Daí em diante, ficam os familiares tomando partido de um lado ou do outro, estabelecendo querelas, desencontros, tendo cada qual a certeza absoluta de que está com a razão.

Às vezes, as questões tomam tal monta que extrapolam o ambiente doméstico, alcançando os tribunais.

A casa dividida rui.

Pensemos nisso. E preservemos o patrimônio dos afetos, estabelecendo pontos de diálogo, entendimento, compreensão.

Vale a tentativa e o esforço.

 

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 11 do Evangelho de Lucas,

 versículos 17 e seguintes e no artigo As cidades (III) - a divisão, de

 autoria de Frederico Guilherme Kremer, publicado no Boletim

 Sei nº 2163, de 12.09.2009.

Em 25.02.2010.

 



 

 


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