Para ler e meditar

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  • Uns condenam a educação moderna, saudosos dos tempos em que as crianças obedeciam aos pais pelo olhar e tremiam diante do mestre. Outros aprovam a nova educação sem a conhecer e fazem do seu princípio de liberdade uma forma de abandono. Não há liberdade irrestrita, pois a liberdade só pode existir dentro das condições necessárias. Um home solto no espaço, livre até mesmo da gravitação, não pode fazer coisa alguma e perecerá na desolação. Para que ele tenha liberdade é preciso que esteja condicionado pelo meio físico, pisando a terra e aspirando o ar, condicionado pelo corpo e pelo meio familiar e social, e assim por diante.

    A educação antiga era uma forma de domesticação. As crianças eram tratadas como animais. A educação moderna, a partir de Rousseau, é uma forma de compreensão. O seu princípio básico não é a liberdade, mas a compreensão da criança como um ser em desenvolvimento. O seu objetivo não é o abandono da criança a si mesma e sim o cultivo paciente da criança, para que possa crescer sadia no corpo e no espírito. Os maus juízos sobre a nove educação provêm do seu desconhecimento pelos pais e pelos mestres, muitos dos quais não possuem aptidão para educar.

    Para os órfãos, o trecho

     

    Irmão Saulo ,Na era do Espírito.

     Francisco Cândido Xavier – HerculanoPires.

A Dança das Borboletas PDF Imprimir E-mail

                                                                   

 

Os animais da floresta estavam todos animados. No dia seguinte seria o dia da festa mais esperada do ano: A Festa da Primavera. E para homenagear a linda data, todos os bichos iriam mostrar o que de melhor sabiam fazer.

Lilica, uma linda borboleta azul, juntamente com suas irmãs ensaiavam todos os dias "A dança da luz", uma dança à moda das borboletas. Os vagalumes iriam formar círculos, representando a chama de uma vela, os rouxinóis cantariam lindas canções, os sapos declamariam lindas poesias. E assim, todos empenhavam-se ensaiar suas apresentações.

A floresta estava toda enfeitada. As aranhas haviam tecido lindas teias de renda e o orvalho da noite seria como pequeninos brilhantes sobre as folhas das árvores e das flores. Pela tardinha, o tempo mudou. Começou a chover e esfriar. Todos os animais recolheram-se aos seus lares. Afinal, ninguém queria resfriar-se. Ninguém queria perder a festa.

Apenas Lilica não se importou. Pensou que abusar um pouco não lhe faria mal. A tarde estava tão fresquinha, as gotas de chuva caíam em seu rosto. Era tão bom! E assim ela passou a tarde toda, pelos campos em flor, tomou sorvete, banhou-se no lago, voando até tarde pela floresta.

Lá pelas tantas, começou a sentir-se mal. O vento estava gelado. Ela deu um forte espirro, mais outro e outro, e começou até a sentir um arrepio de frio nas asas. Lilica sentiu-se fraquinha, sem forças. Uma rajada de vento a derrubou desfalecida no campo de flores e lá ficou escondida entre as folhas secas.

Sr. Encaracolado, um caracol bondoso, estava passando e viu Lilica desmaiada. Chamou D. Formiga às pressas. Durante muitos dias, os dois amigos trataram da borboletinha.

Até que numa tarde...

Ai, ai, ui, ui! Onde estou? Gemeu Lilica, abrindo os olhinhos pela primeira vez depois de tantos dias desmaiada.

Você está entre amigos. - Respondeu Sr. Encaracolado. Você esteve doente e nós cuidamos de você.

Também que imprudência a sua, hein menina!? Sair numa tarde tão fria... - Disse D. Formiga.

Fiz tantas coisas que não devia, respondeu a borboleta. E perdi a Festa da Primavera.

Imagine que a equipe premiada foi das borboletas, disse o caracol. Você nem pôde dançar com elas, mesmo depois de ensaiar tanto! Você ficou muito tempo, no frio e na chuva.

Tem razão, Sr. Encaracolado, disse Lilica. De agora em diante, serei mais cuidadosa com minha saúde e não cometerei mais excessos. Aprendi que com a saúde não se brinca!

Autoria desconhecida