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  • Uns condenam a educação moderna, saudosos dos tempos em que as crianças obedeciam aos pais pelo olhar e tremiam diante do mestre. Outros aprovam a nova educação sem a conhecer e fazem do seu princípio de liberdade uma forma de abandono. Não há liberdade irrestrita, pois a liberdade só pode existir dentro das condições necessárias. Um home solto no espaço, livre até mesmo da gravitação, não pode fazer coisa alguma e perecerá na desolação. Para que ele tenha liberdade é preciso que esteja condicionado pelo meio físico, pisando a terra e aspirando o ar, condicionado pelo corpo e pelo meio familiar e social, e assim por diante.

    A educação antiga era uma forma de domesticação. As crianças eram tratadas como animais. A educação moderna, a partir de Rousseau, é uma forma de compreensão. O seu princípio básico não é a liberdade, mas a compreensão da criança como um ser em desenvolvimento. O seu objetivo não é o abandono da criança a si mesma e sim o cultivo paciente da criança, para que possa crescer sadia no corpo e no espírito. Os maus juízos sobre a nove educação provêm do seu desconhecimento pelos pais e pelos mestres, muitos dos quais não possuem aptidão para educar.

    Para os órfãos, o trecho

     

    Irmão Saulo ,Na era do Espírito.

     Francisco Cândido Xavier – HerculanoPires.

A fé de uma criança PDF Imprimir E-mail

 

A fé de uma criança

Foi na África Central. No abrigo improvisado pelas missionárias, uma mulher morreu ao dar à luz um bebê prematuro.

Sua filhinha de dois anos começou a chorar e não havia o que a consolasse.

O bebê foi colocado em uma caixa e envolto em panos de algodão. Bem depressa alguém foi alimentar o fogo para aquecer uma chaleira de água para a bolsa de água quente.

Mas não havia bolsa para água quente.

Ele foi enrolado o melhor possível e as enfermeiras começaram a se revezar, para o manter o mais aquecido possível.

Na tarde seguinte, a missionária foi orar com as crianças do orfanato. Contou a respeito do bebê, da necessidade de uma bolsa de água quente. Também falou da irmãzinha que não parava de chorar, porque a mãe morrera.

Então, uma menina de 10 anos se ergueu e orou em voz alta:

- "Por favor, Deus, manda-nos uma bolsa de água quente. Amanhã talvez já seja tarde, Deus, porque o bebê pode não agüentar. Por isso, manda a bolsa ainda hoje.

E... Deus, já que estás cuidando disso mesmo, por favor, manda junto uma boneca para a maninha dele, para que saiba que também a amas de verdade."

A missionária nem conseguiu dizer Assim seja. Poderia Deus fazer aquilo?

Como chegar ali, na linha do Equador, uma bolsa de água quente e uma boneca? Só se ela encomendasse em seu país e levaria meses para chegar.

Ainda naquela tarde, um carro estacionou no portão da casa e deixou um pacote de 11kg na varanda.

As crianças do orfanato rodearam o pacote e acompanharam a abertura.

Havia roupas coloridas e cintilantes, ataduras, caixinhas de passas de uva e farinha.

Mas... bem no fundo, uma bolsa de água quente, novinha em folha!

A garota que pedira a bolsa, na prece, gritou:

"Se Deus mandou a bolsa, mandou também a boneca."

E lá estava ela. Linda e maravilhosamente vestida.

Olhando para a missionária, Rute perguntou:

- "Posso ir junto levar a boneca para aquela menina, para que ela saiba que Deus a ama muito?"

O pacote fora enviado há 5 meses, por iniciativa de uma ex-professora da missionária, que resolveu remeter uma bolsa de água quente, sem mesmo saber porquê.

Uma das suas auxiliares, ao fechar o pacote, decidiu mandar uma boneca.

Tudo isso, cinco meses antes, em resposta a uma oração de uma menina de 10 anos que acreditou, fielmente, que Deus atenderia a sua oração, ainda naquela tarde.

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita com base em texto traduzido pelo Rev. Oscar Lehenbauer e adaptado por Áureo Pinto.

 

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