Para ler e meditar

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  • Uns condenam a educação moderna, saudosos dos tempos em que as crianças obedeciam aos pais pelo olhar e tremiam diante do mestre. Outros aprovam a nova educação sem a conhecer e fazem do seu princípio de liberdade uma forma de abandono. Não há liberdade irrestrita, pois a liberdade só pode existir dentro das condições necessárias. Um home solto no espaço, livre até mesmo da gravitação, não pode fazer coisa alguma e perecerá na desolação. Para que ele tenha liberdade é preciso que esteja condicionado pelo meio físico, pisando a terra e aspirando o ar, condicionado pelo corpo e pelo meio familiar e social, e assim por diante.

    A educação antiga era uma forma de domesticação. As crianças eram tratadas como animais. A educação moderna, a partir de Rousseau, é uma forma de compreensão. O seu princípio básico não é a liberdade, mas a compreensão da criança como um ser em desenvolvimento. O seu objetivo não é o abandono da criança a si mesma e sim o cultivo paciente da criança, para que possa crescer sadia no corpo e no espírito. Os maus juízos sobre a nove educação provêm do seu desconhecimento pelos pais e pelos mestres, muitos dos quais não possuem aptidão para educar.

    Para os órfãos, o trecho

     

    Irmão Saulo ,Na era do Espírito.

     Francisco Cândido Xavier – HerculanoPires.

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A FAZENDA



O dia vem longe ainda,

Fulgura o brilho estelar...

Mas nos campos da fazenda

É hora de trabalhar.

O dever chama aos serviços

Da luta risonha e sã,

Na divina voz das aves

Que cantam pela manhã.

A tarefa atinge a todos

Nos roçados, no paiol,

Tudo expressa movimento

Precedendo a luz do sol.

Ali, corta-se , acolá

Dispõe-se de novo a leira,

Aqui, combate-se os vermes

Que atacam a sementeira.

Ninguém pára. Todos lutam.

Há cantares da moenda,

Contado a história do açúcar

Nos caminhos da fazenda.

Entretanto, se o programa

É repouso, calma e sono,

Em breve, a propriedade

Vive em trevas do abandono.

Serpentes invadem campos,

Há cipó destruidor,

O mato chega às janelas,

Procurando o lavrador.

Enquanto a enxada descansa

Esquecida e enferrujada,

A casa desprotegida

Prossegue na derrocada.

Quem não vê na experiência

Tão simples, tão conhecida,

A zona particular

Nos quadros da própria vida?

*

Rico ou pobre, fraco ou forte,

Não te entregues à inação,

Que a vida é a fazenda augusta

Guardada na tua mão.

(Francisco Cândido Xavier por Casimiro Cunha)